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Luiz Paulo critica Paes ao ver pilastra da Perimetral colorida

O deputado Luiz Paulo comentou em seu twitter e na Alerj sobre as pilastras da Perimetral, em frente à Alerj, pintadas por um movimento skatista. Criticou a insistência do prefeito da cidade, Eduardo Paes, em querer derrubar a perimetral e achou extremamente oportuna a intervenção feita pelo movimento.

Convido as Sras. e Srs. Deputados a, após o expediente, se dirigirem à Praça XV e olharem os cinco pilares do elevado da Praça XV, que foram pintados pelo Movimento dos Skatistas para referenciar o retorno do espaço para o uso do skate. Fizeram lá também alguns degraus para uso dos skatistas.

São cinco cores distintas: laranja, amarelo, vermelho, verde e rosa. Esses skatistas, com uma dúzia de baldes de tintas, jogaram por terra,(…), o argumento do ‘Príncipe Regente’ da Cidade do Rio de Janeiro, o Sr. Eduardo Paes, que quer jogar embaixo o elevado da Perimetral, como um todo, alegando graves prejuízos estéticos.

Os skatistas, volto a dizer, com uma dúzia de baldes de tintas demonstraram que é possível amenizar a intrusão visual com muito pouco recurso: só tinta. O ‘Príncipe Regente’ quer gastar mais de um bilhão de Reais para demolir o elevado da Perimetral da Praça XV e trocar por um túnel, tirando as pessoas que hoje ficam congestionadas a céu aberto, mantendo-as congestionadas dentro de um túnel sob uma poluição ambiental violentíssima e com todos os riscos de inundação nos grandes temporais que caem na Cidade, quando, em geral, os sistemas de bombeamento não funcionam.

Venho aqui defendendo – gravei programa na TV-Alerj e já fiz mil debates – que é um crime contra o Erário demolir o elevado da Perimetral, primeiro, porque não pertence à Cidade do Rio de Janeiro. É uma obra metropolitana porque o elevado permite o acesso à Avenida Brasil, à Linha Vermelha e à Ponte Rio-Niterói, ou seja, dá acesso ao conjunto da Região Metropolitana. Segundo, porque diz o “Príncipe Regente” que a derrubada do elevado e a construção do túnel não serão realizadas com dinheiro público, mas com dinheiro do FGTS, pois a Caixa Econômica comprou o direito de receber pela mais-valia o que passar dos gabaritos oficiais dos prédios que serão lançados no Porto Maravilha.

Ocorre, (…), que esta compra que a Caixa fez, desse direito de construir e vender, caso não se realize, o avalista é a Prefeitura. A conta toda, portanto, vai cair no Erário municipal. Então, o Prefeito, no fundo, vai destruir Erário municipal usando como argumentação a estética.

Recentemente, tivemos uma polêmica aqui no parlamento em relação ao prédio da Bolsa de Valores, considerado o mais caro do Centro da Cidade e é colado ao elevado da Praça XV. Então, essa intrusão visual, esse conceito estético que irá valorizar o conjunto imobiliário, tudo isto é uma grossa bobagem. Os skatistas mostram que é possível amenizar essa intrusão visual com baldes de tintas e não com bilhões de reais. A que interessam esses bilhões de reais? Garanto que ao povo da Cidade do Rio de Janeiro não interessam. Interessam aos executores das obras, à especulação imobiliária, aos donos do poder, mas ao povo não. E todos aqueles que se insurgem contra esse dano ao erário, vem logo o carimbo. Não tem senso estético, é oposição raivosa, como se essa análise que estamos fazendo não fosse uma análise técnica. Não se troca seis por meia dúzia por mais de um bilhão de reais.

O projeto viário da área portuária derrubando o elevado é trocar seis por meia dúzia, é tirar o congestionamento de cima do elevado e colocar dentro do túnel, o que é muito pior para o usuário. Por isso, essa demonstração dada pelos skatistas foi muito importante.

Um dos skatistas, que é designer e artista plástico, chamado Wagner, foi responsável pela pintura de uma das pilastras, que tem oito metros de altura. Diz ele:

(Lendo)

“Foram algumas madrugadas viradas trabalhando e sofrendo com a chuva e o vento que castigaram o Rio nesta semana”.

(Interrompe a leitura)

Mas quem pensa que ele se incomodou? Claro que não se incomodou.

(Continua a leitura)

“A parte braçal foi um pouco cansativa, mas no geral, foi um prazer. Estamos conquistando um espaço. Era um sonho antigo nosso pintar essas pilastras, que era uma coisa horrorosa e humanizar essa praça, dando um pouco mais de vida ao local.”

Então, os skatistas estão dando uma lição ao príncipe regente, porque eles resolvem o problema com um balde de tinta e não jogando um bilhão de reais nos ralos do serviço público.”