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Crivella: a trágica mistura de religião e política, por Luiz Paulo

Soma-se a isto a incapacidade da gestão

O Rio de Janeiro vive hoje mistura arriscada de religião e política sob o comando de um bispo neo-pentecostal e prefeito sem capacidade de gestão, que se considera ungido para conduzir o processo político através do populismo e do fisiologismo. Esse encontro de graves problemas é explosivo. Principalmente, neste momento  de grande insatisfação com tudo.

Parece-nos que a lógica do prefeito Crivella não é estabelecer qualquer consenso, mas fortalecer sua igreja e esse poder político religioso específico, com combate às outras crenças, sejam elas quais forem. Como um pretenso aiatolá tupiquinim, numa guerra religiosa para aumento de poder. Vem fazendo disso sua prática, acirrada e publicizada, nestes últimos dias. Expôs prefeitura, pessoas e virou meme. Não é engraçado. É trágico para a administração pública desta grande cidade. É péssimo para a política, já tão massacrada. E é extremamente perigoso para a democracia. Ações como essa só fazem piorar o clima reinante e desanimar pessoas. Talvez seja esse o jogo.

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