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Luiz Paulo defende investimentos sociais na Rocinha

O deputado estadual Luiz Paulo (PSDB) discursou na tarde de ontem, 16/11, sobre a ocupação na favela da Rocinha, que ocorreu dois dias antes da Proclamação da República.

 Luiz Paulo ressaltou a importância da ocupação, chama a atenção para o que virá e fala da prisão do bandido mais procurado do Rio, o traficante Nem, chefe do tráfico de drogas na Rocinha. “Há de se reconhecer que a comunidade da Rocinha ficou bastante feliz de terem se afastado de lá os bandidos de plantão. Mas é necessário que os investimentos sociais aconteçam, não sejam meras manchetes jornalísticas e que se cuide, de fato, de que investimentos sociais, UPPs, desbaratamento geral do narcotráfico e das milícias ocorram na Zona Oeste, na Baixada Fluminense e nas regiões de Niterói e São Gonçalo.

(…) Quero voltar à questão específica da prisão do Nem, porque, (…) hoje(ontem) tem um artigo perfeito do Elio Gaspari, no jornal O Globo, repercutindo uma frase dita pelo Secretário de Segurança Beltrame, que o Nem poderia prestar um serviço fantástico à sociedade, beneficiado que poderia ser, por exemplo, pela delação premiada, para dizer às autoridades policiais deste país quem é quem na área do narcotráfico, isto é, que policiais, durante seis anos, o extorquiram, quem eram os seus grandes fornecedores, como era lavado o dinheiro, quem eram seus parceiros na sociedade na manutenção dessa atividade tão danosa, que é a distribuição de entorpecentes. E fez um paralelo com o Sr. Tomasini que acabou morrendo de câncer, nos Estados Unidos, mas propiciou na Itália um desbaratamento muito grande das máfias que lá operavam. Lá, isso chegou a custar a vida do Juiz que o investigou e da esposa do mesmo.

Mas a Justiça soube extrair com esse benefício da proteção, com o encaminhamento dele para os Estados Unidos, com a produção de cirurgia plástica, etc., que ele pudesse fornecer informações valiosas para desmontar essa máquina que ganha rios de dinheiro com a desgraça alheia.

Talvez seja esse o fato importante que pode se desdobrar toda história da ocupação da Rocinha, para que o chefe de plantão não seja substituído, no tempo, por outro chefe, mas para que haja de fato uma sensação de domínio paramilitar dessas atividades nas áreas mais carentes do nosso Estado.

Com isso, esperamos que essa página fique definitivamente virada na Rocinha e entre outra página: dos investimentos sociais, do exercício pleno da cidadania e que lá, de fato, passe a ser um bairro da nossa cidade em que todos tenham a ampla liberdade constitucional de ir e vir sem serem ameaçados, afrontados e até mesmo mortos.”