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Luiz Paulo afirma: o resultado desastroso da derrubada da Perimetral não será verificado em 24h

Em um discurso acalorado no Plenário na tarde desta terça-feira, o deputado Luiz Paulo abordou três aspectos importantes sobre a decisão imperiosa do prefeito do Rio de Janeiro de derrubar a Perimetral, um dia após fechá-la em definitivo ao tráfego e afirmou que esses resultados não serão vistos agora, ou daqui a alguns dias. O caos virá mais tarde.

 

O primeiro aspecto refere-se a uma manobra, com o aval do “dublê” de secretário do Meio Ambiente, Carlos Minc, que desqualificou a exigência do EIA/RIMA e pediu um relatório simplificado, de acordo com uma Resolução do CONAMA, em que está dispensado o estudo caso a área afetada seja inferior à 50hectares. Luiz Paulo descreve que esta área não está correta, visto que o quadrilátero feito pelas Avs. Rodrigues Alves, Francisco Bicalho, Presidente Vargas e Rio Branco, não são as únicas a sofrerem com a falta da Perimetral. Quem vem de Niterói, e São Gonçalo, sofre já em seus municípios com a Ponte Rio-Niterói, quem vem da Baixada, sofre com a Linha Vermelha e , quem sai da Zona Oeste, já enfrenta a Av. Brasil totalmente parada.

Outra questão foi a decisão vertical e imperiosa de anunciar que fecharia dia 2 para derrubar dia 17. O Ministério Público, ao saber disso, queria que o elevado ficasse fechado por 30 dias para avaliar os impactos. Mas, 24h depois do fechamento, o prefeito já ordena a derrubada de parte do elevado, tornando a medida irreversível, mostrando a sua arrogância.

E por fim, a única voz que se mostrou revoltada com esta decisão, foi do próprio governo, do presidente do Detro, que avaliou a decisão como precipitada. Entretanto, o Governador do Rio simplesmente calou-se. Uma atitude diferente da que tivera em 1998 quando foi candidato a prefeito do Rio. Salientou que apesar de achar a Perimetral feia, havia uma série de prioridades a serem resolvidas, como saúde de qualidade.

“As prioridades da época foram resolvidas?”- questiona o deputado, já afirmando que não. “Se nada mudou, por que o governo se quedou? O tempo vai mostrar que foi uma decisão arrogante, prepotente, exorbitante”.

Ao finalizar seu discurso, Luiz Paulo lamentou que não serão os usuários de carros, com várias opções de rotas de escape os que realmente vão e já estão sofrendo, mas sim aqueles que precisam usar o transporte público, como o ônibus, que só têm essa opção de se locomover até seus destinos.