Luiz Paulo: governo incompetente, servidores em desespero – o que nos falta?

É preciso “botar a boca no trombone” em defesa do Rio

O twitter anuncia freneticamente que o governo estadual deposita, em 7 de dezembro, o valor líquido de R$ 4.428,00 para todos os servidores ativos, inativos e pensionistas que não receberam o salário de setembro. Então, todos aqueles, independentemente de ganharem mais do que R$4.428,00, amanhã, receberão esse valor devido de setembro. Já venceu outubro, novembro e está vencido há 11 meses o 13º de 2016.

Faço menção a isso, porque, se, de um lado, Pezão é o governador mais incompetente desde que foi proclamada a República, de outro lado, o pseudo-candidato à presidência da república, Henrique Meirelles, trata o Rio de Janeiro, como também o faz, com licença da palavra, o presidente Temer, à chibata. Para aprovar o contrato de empréstimo com o Banco Paribas no valor de R$ 2,9 bilhões, inventa, a cada dia, nova história. Havia contrapartida de empréstimo ao Banco Mundial, assunto que já estava superado, mas fez-se questão de fazer consulta formal ao Banco Mundial, que disse exatamente isso. Postergação. Agora, encontra-se em análise, pelo Tesouro Nacional, o contrato. Mas, francamente, isso está em análise desde que chegou lá, tanto é verdade que se levantou a questão dessas duas contrapartidas. Mais postergação.

O pseudo-ministro da Fazenda, que quer ser candidato à presidência da república, não enxerga o desespero do conjunto do funcionalismo público, e age para realmente maltratar qualquer coração por mais insensível que seja, em função do estado de penúria de muitas famílias, principalmente de aposentados e pensionistas, que, fruto de suas idades avançadas, não podem mais prestar serviço, nem de forma paralela, no mercado de trabalho.

Esses R$ 2,9 bilhões dariam para saldar o 13º integral de 2016 e, pelo menos, colocar em dia, de forma completa, o salário de setembro e outubro. Daí, com a fonte Tesouro do que vai arrecadar de ICMS tentaria acertar novembro e dezembro. Com os R$ 2,9 bilhões na conta dos servidores, eles pagarão dívidas e mais dívidas. Os que ganham um pouco melhor vão gastá-lo no mercado. E assim você arrecada ICMS, alimentando a própria arrecadação. Se  desse dinheiro mais de 10% retornar em impostos estaduais, coloca-se no cofre do Estado, em dezembro, R$ 290 milhões. Já ajudará a pagar outra folha. Chama-se isso ciclo virtuoso. Ao não pagar, gera-se o ciclo vicioso. O pagamento do servidor, ao entrar no mercado, aquece a economia, gera emprego, gera renda e gera tributos para o próprio Estado.

O ministro que se diz economista, que não se sensibiliza com o lado humano, que, ao menos, enxergue o lado da economia e faça isso acontecer. Esta é questão alarmante, premente, temos que nos dedicar a “botar a boca no trombone”, para fazer muito barulho, para ver se esse eco chega aos ouvidos insensíveis do ministro da Fazenda.

 

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