Luiz Paulo afirma que justificativas dadas por construtoras não são aceitáveis

Aconteceu na tarde desta quarta-feira, nova Audiência Pública pela CPI das Construtoras, em que as construtoras AG Prima e Camargo Corrêa foram ouvidas. A construtora Gafisa não enviou representante. Na reunião as duas construtoras tentaram se explicar com relação ao atraso na entrega de obras, da Camargo Corrêa, em Niterói e da AG Prima em Campo Grande e em São Pedro da Aldeia.

O deputado Luiz Paulo, vice-presidente da CPI, argumentou contra as justificativas apresentadas pelas construtoras. A Camargo Corrêa, representada por Mirze Cristina, gerente de relacionamento da empresa, afirmou que a construção Admira Icaraí foi surpreendida por um lençol freático que passava no terreno e que a terceirizada que eles contrataram para construir o empreendimento faliu e tiveram que assumir.

“A Camargo Corrêa se surpreender com lençol freático é o mesmo que o morador do polo norte se surpreender com a neve”- ironizou Luiz Paulo que completou que não se pode aceitar a argumentação da terceirização, pois quando foi lançado o empreendimento não havia menção da empresa terceirizada.

Já a AG Prima, representada por Rodrigo Medeiros, um dos sócios da empresa, afirmou que os empreendimentos em Campo Grande terão sua execução compartilhada com outras empresas. Entretanto, o caso de São Pedro da Aldeia é mais sério, pois o empreendimento foi comercializado sem ter a posse do terreno. A CPI entendeu que já seja um caso de procurar o Ministério Público e ajuizar uma ação civil publica.

“Para que os adquirentes possam ter garantia. Outro caminho do Ministério Publico é ver a questão penal, para os responsáveis por esse estelionato”- afirma Luiz Paulo.

A próxima reunião deve acontecer no dia 30.