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Transparência nos bondes de Santa Tereresa

O deputado estadual Luiz Paulo (PSDB) solicitou informações ao Governo do Estado do Rio de Janeiro referentes aos bondes de Santa Teresa. O pedido é para dar prosseguimento aos esclarecimentos sobre a situação dos bondes após o acidente .

O bonde de Santa Teresa é um importante destino para turistas na cidade do Rio de Janeiro. Desde sua fundação no ano de 1872, os bondinhos servem de meio de transporte diário para moradores de Santa Teresa, bem como uma opção turística de destaque.

No sábado do dia 27 de agosto de 2011 o Rio de Janeiro recebeu chocado a notícia de um acidente com o bonde que faz o transporte de moradores e turistas à Santa Teresa. Cinco pessoas morreram, e houve 57 feridos. A tragédia anunciada causou a indignação dos moradores do bairro, que há tempos reclamam e cobram das autoridades maiores investimentos na manutenção do sistema de bondes.

O deputado Luiz Paulo vê o acidente como uma tragédia anunciada.

“Quando faltam recursos de manutenção e operação, ocorre o que chamamos de sucateamento. Isto é, peças de um são transportadas para outros. Fotos de jornais mostram um gatilho no bonde que é um arame substituindo um parafuso, como se isso fosse solução para regular um sistema de transportes sobre trilhos”, criticou o deputado.

Com o pedido de informações o deputado pretende levantar dados financeiros para se saber os recursos aplicados na manutenção dos bondes.

“A transparência, dar à opinião pública a resposta devida, é objeto fundamental, visto que pessoas morreram e outras ficaram gravemente feridas”.

 O parlamentar deseja esclarecer os seguintes pontos:

1 – Quais os programas de trabalho, relacionados com a manutenção, operação, modernização e investimentos na recuperação dos trilhos, da rede área de alimentação nos bondes de Santa Teresa, referentes aos anos 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011, com as respectivas unidades gestoras, dotação inicial, dotação autorizada, créditos adicionais e cancelados, valores empenhados, liquidados e pagos.

2 – Quais empresas foram contratadas, com seus respectivos objetos, valores e prazos para execução dos referidos programas;

3 – Qual o número total de bondes disponíveis e indispensáveis e indisponíveis desde 2007, até a presente data, e qual era o número de bondes em circulação no dia do acidente, quantos estavam disponíveis e quantos estavam sem condições de circulação.