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Luiz Paulo critica falta de transparência em empréstimo a governo Cabral

O empréstimo aprovado pela Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) ao governo, junto ao Bank of América, no valor de US$ 750 milhões (R$ 1,5 bilhão), levanta suspeita na oposição. Até o momento, nenhum parlamentar sabe como esse financiamento será pago. A única certeza é que o pagamento dessa dívida recairá sobre os futuros governos do Rio, conforme disse ao MONITOR MERCANTIL o deputado tucano Luiz Paulo Corrêa da Rocha.

O banco – que não tem representação no Estado do Rio -, por ser uma instituição financeira internacional, segundo ele, pratica juros de mercados.

– O estranho dessa transação é que instituições como o BID e o Banco Mundial, que trabalham para fomentar o desenvolvimento, com juros acessíveis e prazos longos, não tenham sidos procurados pelos representantes do executivo estadual. E como ninguém sabe as condições de pagamentos, pode ser um empréstimo exorbitante que vai ficar para outros governo.

O parlamentar fez questão de explicar ao MM que o governador Sérgio Cabral tem maioria na Casa e utiliza o rolo compressor para aprovar questões de seu interesse. Outro ponto levantado por Luiz Paulo diz respeito de como será gasto esse dinheiro.

– Só eles (governo) sabem como esse empréstimo será pago. Além disso, fere o preceito constitucional da transparência. O processo legislativo já se esgotou. Foi discutido e a maioria aprovou. A nós, da oposição, cabe o protesto e aos órgãos fiscalizadores, acompanhar como esse dinheiro será gasto, pois as únicas informações que constam é que o recurso será utilizado para divulgar a imagem do Rio, como uma turista estuprada em van, e para obras da Copa do Mundo, como o estádio do Engenhão, que foi gasto uma fortuna e que agora está interditado.

 

Fonte: Monitor Mercantil