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Luiz Paulo cobra mais atenção para a Saúde no estado

O deputado Luiz Paulo se mostrou preocupado com os atendimentos oferecidos pelos seguros saude e com o SUS.

“Hoje, em termos reais, os seguros de saúde, com honrosas exceções, oferecem um atendimento tão ruim quanto o do SUS; nivelaram-se por baixo. um dos grandes problemas do SUS é que ele remunera de forma muito baixa os hospitais que são conveniados e até os repasses para a própria rede pública. Então, os hospitais passam a ter escala e não qualidade.

Na hora em que há escala, são produzidas, até intervenções que não aconteceram, para garantir um maior repasse de recursos. Este é um dos pontos que fazem com que o SUS não decole – não é só este. Este é um dos pontos.”

Ele ainda salienta que os planos de saúde, pagam pouco aos médicos e com isso a qualidade do atendimento cai vertiginosamente.

” Em um hospital com plano de saúde, hoje, é possível que o paciente chegue e não consiga ser atendido. Se precisar de uma internação – já vi acontecer –, pode ser atendido e internado, ficando em uma maca no corredor, como se vê também em alguns hospitais públicos.”

Luiz Paulo ainda aborda que a Alerj tem atuações impecáveis em diversas comissões, mas na área da saúde, está precisando dar destaque e cobrou mais atenção não só do parlamento mas também da Secretaria de Saúde.

‘”É necessário que o Parlamento Fluminense dê maior destaque a essa questão.

não me lembro de ter visto o Secretário de Saúde nesta Casa este ano, mesmo com tantos problemas acontecendo – parece que há alguma carência no funcionamento da aludida Comissão Permanente de Saúde. Precisamos dar mais foco a isso. Temos discutido dezenas de Planos de Cargos, Carreiras e Salários, mas esta Casa jamais discutiu o plano da Saúde, e nem pode fazê-lo, porque jamais o Poder Executivo nos enviou.

Enquanto isso, várias experimentos são realizados na área da saúde. Há seis anos e meio, quando o Governador Sérgio Cabral foi eleito – o Poder Executivo enviou à Assembleia Legislativa um Projeto de Lei criando as fundações públicas de direito privado, altamente polêmico. Quase sete anos se passaram e o que aconteceu de concreto? Quantas fundações público-privadas funcionam?

Em seguida, resolveram trabalhar com cooperativas e terceirizações, cujo resultado era previsto: escândalos; depois, tentaram as Organizações Sociais. No entanto, jamais cogitaram a valorização do corpo estatutário nem discutiram um Plano de Cargos, Carreiras e Salários para a área da Saúde.

O Estado do Rio de Janeiro é um pouco o espelho de nosso País, e o que ocorre são tentativas esporádicas aqui e ali, sem um planejamento estratégico. Estive diversas vezes com o Secretário de Saúde, algumas vezes na presença do ex-Presidente da Alerj, Jorge Picciani, e participei de reuniões no Tribunal de Contas do Estado em relação à compra de medicamentos.”