CEDAE e as Mulatas do Goes 2010

A propaganda que o presidente da CEDAE faz, alardeando ter recuperado a capacidade da empresa de investir na expansão do sistema de saneamento não vem sendo traduzida em fatos.
O noticiário jornalístico e as reclamações que nos chegam, constantemente, dão conta da precariedade dos serviços prestados por essa empresa estatal.

Falta água em vários locais do Estado, principalmente e, cronicamente, na Baixada Fluminense, para não citar outras regiões da Capital e do Interior, aonde a CEDAE monopoliza os serviços de fornecimento de água, coleta e tratamento de esgoto sanitário.

Não bastasse o mau serviço prestado, no dia 08 de fevereiro do corrente ano, para nosso espanto, foi publicada uma Portaria assinada pelo Presidente da CEDAE, senhor Wagner Victer e pelo Sub Secretário de Comunicação Social da Casa Civil do Governo do Estado, senhor Ricardo Luiz Rocha Cota, concedendo crédito orçamentário para, pasmem:

“Campanha de esclarecimento à população da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, sobre a atuação da CEDAE por meio de exposição institucional e patrocínio ao concurso das Mulatas do Gois 2010”

Trata-se de malversação do erário, desrespeito ao contribuinte, agressão ao consumidor dos serviços de fornecimento de água e ao usuário do sistema de esgoto do nosso Estado.

Não se pode ficar inerte perante tal insensatez, à custa dos cofres públicos.

Não há razões que justifiquem que uma empresa concessionária de serviços públicos cuja clientela é cativa e que, portanto sem concorrentes, necessite fazer propaganda e, muito menos patrocinar, sabe-se lá por quais critérios de escolha, um concurso de escolha de modelos, sejam elas mulatas, morenas, ou louras.

Melhor fariam esses gestores públicos empregar esses recursos financeiros na melhoria e expansão do fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos para a população.

Por isso o deputado Marcelo Freixo e eu solicitamos ao Ministério Público Estadual, fiscal da lei, que investigue este fato, verificando a hipótese de Improbidade Administrativa, ou de crime de Responsabilidade.