NotíciasSlideshow

Alerj quer ouvir Eike Batista sobre Porto do Açu e dívidas da OGX

O empresário Eike Batista será convidado a prestar depoimento à Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), criada nesta quarta-feira (2), para acompanhar a situação dos trabalhadores e colaboradores envolvidos nos empreendimentos do Porto do Açu, no Norte Fluminense.

De acordo com a assessoria do deputado Roberto Henriques (PSD), autor da comissão, Eike precisa prestar esclarecimentos, após anunciar que a petroleira OGX deixará de pagar cerca de US$ 45 milhões em juros para credores.

Além do empresário, serão chamados o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, e o presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), Maria da Conceição Gomes Lopes Ribeiro.

Segundo os deputados participantes da comissão, comerciantes e trabalhadores das obras do Porto do Açu temem prejuízos, caso a obra não seja concluída. O objetivo dos parlamentares é basear-se nos estudos já existentes sobre o Porto do Açu e receber informações sobre o que já está pronto e quando as obras serão concluídas.

O dia depoimento de Eike Batista ainda não foi definido, mas a expectativa é que na quinta-feira (3) já seja definida a data. Foram eleitos pela Comissão Especial o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) como relator e a deputada estadual Rosangela Gomes (PRB) como vice-presidente. A reunião contou com a presença também dos deputados estaduais Geraldo Pudim (PR) e Jânio Mendes (PDT).

“O grupo ( EBX) vive uma crise gravíssima e paralisou os investimentos. É inaceitável que o complexo não funcione, pelos investimentos feitos, pelos problemas ecológicos e fundiários causados e os prejuízos”, afirmou o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha.

Crise na OGX

Na terça-feira (1º), a empresa anunciou o calote. A decisão da empresa – que tem pouco dinheiro disponível e lida com um fracasso em sua campanha exploratória – pode ser o primeiro passo do que pode vir a ser o maior calote da história por uma empresa latino-americana, destacou a Reuters.

“A companhia optou pelo não pagamento das parcelas referentes aos juros remuneratórios, no valor aproximado de 45 milhões de dólares, decorrentes das Senior Notes emitidas pela OGX Austria, controlada da companhia, as quais venceriam na data de hoje”, informou a petroleira no fato relevante.

No comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a OGX informa que “a companhia possui 30 dias para adotar as medidas necessárias sem que seja caracterizado o vencimento antecipado da dívida” de mais de US$ 1 bilhão.

A petroleira deve usar o período de carência de 30 dias para concluir as negociações de reestruturação da dívida com os detentores de bônus. Se não chegar a uma solução, a empresa poderá ter de pedir recuperação judicial.

Fonte: www.g1.globo.com