Luiz Paulo questiona pronunciamento da Presidente da República

O deputado Luiz Paulo, ao fazer uso da palavra no início da tarde desta terça feira, comentou o pronunciamento da Presidente da República a respeito das suas ações pós manifestações pelo país, que para ele, foi apenas um pretexto.

“A Presidente Dilma Rousseff achou, e ao mesmo tempo esqueceu, que o PT governa este País há uma década e resolveu chamar à luz dos refletores para si como se fosse uma demandante. Usou os governadores e prefeitos como bucha para apresentar propostas que teriam nascido no meio da manifestação.”

Vou comentá-las uma a uma, não sem antes dizer que as bancadas, em âmbito nacional, do PSDB, do DEM e do PPS, por meio de seus presidentes, assinaram um manifesto em nome dos três partidos a respeito da posição da Presidente Dilma Rousseff, que inicia dizendo que não há humildade para reconhecer erros e dar dimensão correta às dificuldades que atingem o dia a dia dos cidadãos.”

Luiz Paulo não leu toda a nota no plenário, mas salientou pontos como as demandas de uma população, que deveria reconhecer o erro de um partido que está há dez anos no poder, corrupção e mobilidade.

“Se um partido está há dez anos no poder e as demandas apresentadas pela sociedade estão pautadas, entre outras coisas, na qualidade dos serviços públicos, na corrupção, no descenso, na queda do quadro econômico com a volta da inflação, caberia à Presidente da República, primeiramente, ter a humildade de reconhecer os erros do Partido dos Trabalhadores, que comanda este País, e dar a dimensão correta às dificuldades que ela mesma enfrenta e ser propositiva a seguir.

Ora, mas não foi isso o que ela fez. Parecia até que ela teria vindo do clamor das ruas, que foi contra os palácios, para fazer uma proposta de mediação.

Em relação à luta contra a corrupção é visível a proposta; somente dizer que foi crime hediondo aquele que, no Poder Público, se tornar corrupto. É claro que concordamos que esse crime é hediondo, mas e tudo o que está no mensalão não entra como crime hediondo? Tinha que se pronunciar. Daqui para frente será crime hediondo, mas é inadmissível o mensalão que existiu neste País e nenhum pronunciamento a respeito.

Como a Presidente Dilma quer fazer pacto de mobilidade? Como, se foi o Lula, na crise mundial, que nasceu nos Estados Unidos pela quebra do financiamento do sistema habitacional, que deu incentivo fiscal brutal às montadoras para que elas mandassem o dinheiro para o exterior e a General Motors rapidamente saísse da falência. E, na esteira de Lula, Dilma deu seguidos benefícios fiscais, não só para atrair montadoras, como é o caso da Nissan, no Estado do Rio de Janeiro, e o reforço às montadoras Peugeot e Citroën, como também isenção de IPTU para que um mar de carros inundasse as ruas dos grandes centros urbanos. Como fazer pacto pela mobilidade sem antes fazer a autocrítica? Poderia fazer: “errei ao conceder indevidamente tantas e tantas isenções de IPI, que estão inundando as ruas de automóveis”. E por aí vai uma série de questões.

Uma terceira questão, a transparência. Que transparência, se ela mesmo hoje esconde os gastos das suas viagens? Transparências para os outros e para a Casa não? Quando fala em pacto de responsabilidade fiscal, sem fazer autocrítica dizendo: “nomeei, no serviço público Federal 22 mil cargos comissionados”. Sabem quantos cargos comissionados tem a Presidência da República dos Estados Unidos das Américas? Quatro mil. Aqui, no Governo Dilma, são 22 mil. Cadê o pacto de responsabilidade?”

Luiz Paulo ainda satiriza que o seu twitter, facebook ou email tenham sido hackeados…

“Finalmente, parece que a Presidente Dilma mandou alguém rastrear o meu twitter, o meu facebook, ou, até mesmo, a minha caixa de e-mails, por isso, vou me atrever, aqui, a abrir a minha caixa de mensagens para o e vou revelar uma mensagem que passei na noite de domingo – e já havia twittado diversas vezes – às 21h20, no dia 23/06, e o fiz para o Deputado Federal Otávio Leite. Disse o seguinte:

(Lendo)

“Otávio, o tsunami que está ocorrendo através dos protestos impõe a realização de uma profunda reforma política, partidária e eleitoral a ser feita por uma assembleia nacional constituinte específica, previamente consultando a população. A constituinte poderia ser eleita apartada do Congresso Nacional, com o objetivo específico”.

Então, não só twittei, como coloquei no face – como aqui já tinha discursado – como nas minhas correspondências também disseminei essa ideia, porque fico a imaginar, apesar de ser – vou lhe dar o aparte, Deputado Gilberto Palmares – uma atribuição do Congresso Nacional fazer a reforma – até muitas vezes é possível por leis infraconstitucionais – mas eu ficava imaginando um Congresso Nacional presidido no Senado por Renan Calheiros, na Câmara Federal por Henrique Alves e com o luminar da bancada do Rio de Janeiro, Eduardo Cunha, que reforma poderíamos esperar? Então, imaginei a eleição de uma assembleia constituinte somente para reforma política, citando os únicos artigos da Constituição que seriam mexidos, com mandato específico, sem reeleição, fazia a reforma de forma independente e depois cada um ia para seu destino.

Dentro desta reforma, duas bandeiras novas, apareceriam, que vieram dos ruídos das ruas, que é o voto facultativo e também a candidatura avulsa. Viriam esses dois segmentos: a questão específica da candidatura avulsa e também do voto facultativo.”