Trem tem que virar Metrô

O transporte metropolitano está deixando a desejar e só irá melhorar quando os trens para Santa Cruz e Baixada forem transformados em metrô de superfície.

E o que seria transformar o trem em metrô de superfície? Comprar mais composições para diminuir o intervalo entre trens – todas essas composições dotadas de ar condicionado, procurar fechar, cobrir o maior número de estações possível, para que no verão a troca de calor entre o trem e o meio ambiente não aqueça a temperatura interna dos vagões, dar acessibilidade a essas estações, para que o deficiente e a gestante tenham facilidade de acesso, fazer um sistema de segurança, de controle viário moderno, competente, e fazer pequenas alterações na via permanente.

Um projeto desses, que tem 250 quilômetros de trilhos implantados, via permanente constituída, sem necessidade de desapropriação, custaria no tempo cinco ou seis bilhões de reais.

E o que são cinco bilhões quando o orçamento previsto para 2014 é de aproximadamente R$70 bi? Seguramente é o investimento de melhor retorno, benefício-custo!

Há muitos anos luto e tento impulsionar esta bandeira, mas há que se estruturar o sistema de transportes metropolitano sem composições decentes que ligam o centro do Rio de Janeiro à Santa Cruz, Japeri, Saracuruna e Raiz da Serra.

Esse é o projeto que qualquer governo tem que defender. Eu pergunto: quantos reais do PAC estão investidos nesse projeto? Nenhum. E o mais grave, o custo da energia que o Governo Federal estabelece no horário de pico é o maior possível, quando a energia é a atração básica do sistema ferroviário. A energia no horário do pico devia ser mais barata, para facilitar o povo trabalhador. Não. No horário do pico é mais caro, para todo mundo economizar energia. Mas como economizar energia no transporte metro-ferroviário no horário do pico, que é quando existe a maior demanda?