Empresa investigada pela Alerj vence licitação

Metalúrgica Valença fará ampliação da Policlínica do Largo da Batalha por R$ 4,7 milhões. Unidade será feita com contêineres, seguindo modelos das UPAs e UPPs

Imagem divulgada pela prefeitura da Policlínica do Largo da Batalha: 2.185 metros quadrados de área construída Divulgação

Alvo de investigação da Comissão de Tributação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a Metalúrgica Valença acaba de vencer uma concorrência pública em Niterói e fará as obras de ampliação e reforma da Policlínica do Largo da Batalha. Segundo o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), a empresa é suspeita de superfaturamento e sonegação fiscal na prestação de serviços para o governo do estado:

— Nossas investigações são anteriores ao contrato com Niterói, mas temos indícios que houve sobrepreço em operações, além de sonegação por parte da Metalúrgica Valença. Se confirmarmos as denúncias, ela pode se tornar inapta a participar de concorrências públicas no estado.

Instalações serão construídas com módulos metálicos

A Metalúrgica Valença é conhecida por construir Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no Rio, em outros estados e até na Argentina. A empresa é especializada em construções com módulos metálicos e contêineres. Segundo a prefeitura, o modelo será seguido na ampliação da unidade no Largo da Batalha, que terá 2.185 metros quadrados de área construída. A parte central, de alvenaria, será mantida.

As obras serão executadas por R$ 4,7 milhões, R$ 1,1 milhão a menos que o contrato rescindido em maio do ano passado, que previa serviços na mesma unidade e a reforma do Hospital Municipal Carlos Tortelly.

— Para uma unidade só, esse valor é muito alto, porque o contrato antigo era de R$ 5,8 milhões para a reforma da policlínica e do Carlos Tortelly. Agora é esperar para ver se esse contrato também não vai ser rompido — afirma Charles Rodrigues, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência (Sindisprev).

A Secretaria municipal de Saúde informou que a metalúrgica apresentou preços avaliados e referendados pelo Ministério da Saúde, de forma legal e regular. O órgão informou, ainda, que a empresa foi uma das oito construtoras que participaram da concorrência pública, conforme consta no processo 13.536/2011.

Nenhum representante da metalúrgica foi encontrado para comentar o caso.

 

Fonte:  O Globo